Cristiéle Borgonovo
Natural de Tijucas e morador de Canelinha, Túlio Tavares construiu uma trajetória profissional marcada pela relação com o campo, a agricultura e a administração pública. A ligação com o Vale do Rio Tijucas começou ainda na infância, período que, segundo ele, foi responsável pela construção das primeiras referências, amizades e valores. Mesmo depois de atuar em diferentes regiões de Santa Catarina, o vínculo com a região permaneceu presente na vida profissional e pessoal.
Antes de ingressar na Medicina Veterinária, Túlio cursou Técnico em Agropecuária. A escolha pela graduação em Medicina Veterinária surgiu como continuidade de uma relação iniciada com o campo, os animais e a produção. A profissão acompanhou mais de quatro décadas de trabalho, com atuação na CIDASC e em diferentes municípios e funções ligadas à agricultura, pecuária e defesa sanitária. A experiência, segundo o candidato, permitiu conhecer diferentes realidades do Estado e compreender de perto as necessidades de quem depende de serviços públicos eficientes.
A trajetória profissional também levou Túlio à administração pública, onde passou por diferentes áreas da estrutura estadual e acumulou experiência em gestão. Para ele, a principal lição desse período foi entender que uma boa ideia precisa sair do papel: é necessário transformá-la em projeto, buscar recursos, articular órgãos e acompanhar a execução para que os resultados cheguem à população.
Outro capítulo importante foi a passagem pela Superintendência Federal de Agricultura em Santa Catarina. À frente do órgão, Túlio destaca a oportunidade de atuar na defesa do setor produtivo catarinense e na articulação entre produtores, entidades e poder público. A experiência ampliou a visão sobre a força do agronegócio catarinense e os desafios enfrentados por quem produz.
A relação com a política, embora tenha ganhado uma nova dimensão agora, esteve próxima da trajetória de Túlio durante a vida profissional. A decisão de disputar novamente uma vaga na Assembleia Legislativa surgiu após um pedido do presidente estadual do MDB e candidato a vice-governador, Carlos Chiodini, além do aconselhamento de outras lideranças do partido e da coligação. A partir dessas conversas, veio a decisão de colocar a experiência acumulada ao longo de décadas à disposição de Santa Catarina.
Mais preparado, como define o próprio candidato, Túlio afirma que chega a esta eleição com maturidade e conhecimento adquiridos na Medicina Veterinária e na administração pública. Entre os principais objetivos está a representação do Vale do Rio Tijucas, região que, na avaliação dele, precisa de articulação política para enfrentar desafios que ultrapassam as fronteiras de cada município. Infraestrutura, mobilidade, enchentes, desenvolvimento econômico e agricultura estão entre as pautas que pretende levar à Assembleia Legislativa.
Para Túlio, a candidatura representa mais do que uma disputa eleitoral. É a possibilidade de transformar experiência em atuação política. “Experiência não foi feita para ser guardada; foi feita para ser compartilhada e colocada a serviço das pessoas”, afirma. É com essa perspectiva que o médico-veterinário e gestor público inicia um novo capítulo da trajetória construída ao longo de mais de quatro décadas.
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ENTREVISTA
1 – Correio Catarinense: O que fez um médico-veterinário e gestor público decidir entrar de vez na disputa política?
Túlio Tavares: Porque acredito que experiência só tem valor quando é colocada a serviço das pessoas. Depois de mais de quatro décadas de vida profissional e gestão pública, quero transformar esse conhecimento em resultados para Santa Catarina.
2 – Correio: Qual é hoje a principal necessidade do Vale do Rio Tijucas que precisa chegar à Assembleia Legislativa?
Túlio: O Vale precisa, antes de tudo, de representação e articulação. Temos problemas que ultrapassam os limites de um único município — infraestrutura, mobilidade, enchentes, desenvolvimento econômico e agricultura. Precisamos de uma voz forte na Assembleia que consiga unir os municípios e articular soluções com o Estado e com Brasília.
3– Correio: Como o Estado pode fazer mais pelo pequeno produtor e pelo agricultor catarinense?
Túlio: O pequeno produtor precisa conseguir produzir e permanecer no campo com dignidade. Isso passa por assistência técnica, infraestrutura, sanidade, acesso à tecnologia, crédito, segurança jurídica e condições para agregar valor àquilo que produz. Conheço essa realidade e sei que o Estado pode estar muito mais próximo do agricultor.
“O Vale precisa, antes de tudo, de representação e articulação. Precisamos de uma voz forte na Assembleia que consiga unir os municípios e articular soluções com o Estado e com Brasília”.
4– Correio: Como médico-veterinário e gestor público, qual área da saúde pública o senhor considera que precisa de mais atenção em Santa Catarina?
Túlio: Saúde pública precisa ser vista de forma integrada. Como médico-veterinário, aprendi que saúde humana, saúde animal e meio ambiente estão diretamente relacionados. Prevenção, vigilância e atenção básica precisam receber cada vez mais importância.
5– Correio: O que a sua experiência na administração pública pode entregar de diferente para um eventual mandato de deputado estadual?
Túlio: Eu conheço a máquina pública. Sei onde estão as dificuldades, mas também sei os caminhos para fazer um projeto avançar. Um deputado não pode apenas apresentar demandas; precisa saber articular, construir soluções e acompanhar para que elas efetivamente aconteçam.
6– Correio: Por que o eleitor catarinense deveria escolher Túlio Veterinário para representá-lo na Assembleia Legislativa?
Túlio: Porque eu não estou apresentando apenas promessas. Estou colocando à disposição uma história de trabalho, experiência e conhecimento de Santa Catarina. Conheço o Vale, conheço o Estado e conheço a administração pública. Quero ser uma voz presente, preparada e capaz de construir resultados.
7– Correio: Depois de mais de quatro décadas de vida profissional, o que ainda motiva o senhor a aceitar o desafio de entrar em uma eleição e começar uma nova etapa da vida pública?
Túlio: Justamente tudo aquilo que vivi. Depois de mais de quatro décadas, poderia simplesmente olhar para trás e dizer que fiz a minha parte. Mas penso diferente. Experiência não foi feita para ser guardada; foi feita para ser compartilhada e colocada a serviço das pessoas. Ainda tenho disposição, vontade de trabalhar e muito a contribuir. É isso que me motiva a começar este novo capítulo.



