A gestão da água e os desafios e soluções para um futuro sustentável foram o foco da mesa-redonda realizada na terça-feira, 25, na Unifebe. O evento integrou a programação da Semana da Água, promovida pela instituição para celebrar o Dia Mundial da Água, comemorado no dia 22 de março.
O bate-papo foi mediado pela professora Luana Gabrieli Bach Rupolo e contou com a participação do químico do Samae de Brusque, Ricardo Bortolotto, do supervisor de operações da Rio Vivo Saneamento e Sustentabilidade, Sandro Paulo Lima, do engenheiro Cristian Fuchs, da empresa Pacopedra Obras de Infraestrutura, e do engenheiro civil e professor da Unifebe, Pedro Thiago Venzon.
O engenheiro químico do Samae de Brusque, Ricardo Bortolotto, iniciou o debate falando sobre o tratamento de água potável realizado pela autarquia e apresentou os pontos e desafios da escassez hídrica. Já o engenheiro e supervisor de operação da Rio Vivo, Sandro Paulo Lima, apresentou a tecnologia utilizada pela empresa para o tratamento de efluentes industriais. Os estudantes puderam visualizar todas as etapas do processo e conhecer um pouco mais sobre a capacidade de planta da instituição.
Durante o evento, transmitido ao vivo pelo canal da Unifebe, no YouTube, e prestigiado pelos acadêmicos de Engenharia Civil e Engenharia Química, o professor da Unifebe e engenheiro civil, Pedro Thiago Venzon, compartilhou com os estudantes um software utilizado para simulação de cheias e rompimentos de barragens. O professor mostrou como o sistema é utilizado para analisar a segurança, além de enfatizar os tipos de barragens existentes e qual o seu impacto ambiental na vida do rio. Por fim, o engenheiro da Pacopedra, Cristian Fuchs, relatou a sua experiência em obras de macrodrenagem e os desafios da implantação do saneamento básico.
“Informar os nossos acadêmicos sobre o tratamento de água, o tratamento de efluentes, a licitação para implantação de tratamento de esgoto doméstico em Brusque, a influência das barragens em enchentes, mostra que tudo começa no Rio Itajaí-Mirim e volta para ele. São conceitos trabalhados ao longo da graduação e eventos como esse, que mostram a visão dos especialistas são muito relevantes para a formação dos acadêmicos, como profissionais e cidadãos”, avalia a coordenadora de Engenharia Civil da Unifebe, professora Vivian Siffert Wildner.
A legislação e as políticas públicas envolvendo o tratamento de água e efluentes também foi um dos assuntos compartilhados entre os convidados. A coordenadora de Engenharia Química da Unifebe, professora Rafaela Bohaczuk Venturelli Knop, considera o tema essencial para a formação profissional dos estudantes. “O tratamento de água e efluentes é uma das áreas de atuação do engenheiro químico e, por meio da mesa-redonda, eles puderam ouvir relatos do dia a dia, dos desafios e também das oportunidades que a área apresenta. Além disso, o evento reforçou a importância de pensarmos na água como um recurso que precisa de atenção e cuidado, principalmente por parte dos profissionais que atuam diretamente com ele”, complementa a professora.
Para o acadêmico da 1.ª fase de Engenharia Química, Gustavo Ksivnzkiwicz dos Santos, o tema foi essencial para a sua formação. “O tratamento de água e efluentes é com certeza uma das áreas em que pretendo atuar após formado. A mesa-redonda me incentivou ainda mais e me auxiliou a compreender melhor como certos processos e políticas públicas funcionam”, revela o estudante.
Já a explicação sobre a importância das barragens foi o que despertou maior interesse da acadêmica da 5.ª fase de Engenharia Civil da Unifebe, Kaline Rodrigues. “As barragens são recursos extremamente úteis para evitar desastres relacionados às cheias e ouvir a palestra despertou o meu interesse em saber mais sobre o assunto e quem sabe até o abordar no meu Trabalho de Conclusão de Curso – TCC”, conta Kaline.
Exposição Pegada Hídrica: Estudar Também Consome Água!
Ao longo de toda a semana, a comunidade acadêmica da Unifebe também pode prestigiar, no átrio do Bloco A, a exposição “Pegada Hídrica: Estudar também consome água”, organizada pelo curso de Engenharia Química e pelo Comitê de Sustentabilidade da Unifebe.
No material, estudantes e professores são instigados a refletir o quanto de água é gasto a cada ida ao banheiro, para lavar uma peça de roupa e até para produzir alguns alimentos, como uma pizza, por exemplo. “Às vezes as pessoas nem se dão conta e acham que não estão gastando água para nada, mas tudo envolve o uso da água. E é justamente essa a intenção, chamar a atenção e instigar a reflexão para o uso consciente do recurso natural”, conclui a professora Rafaela.