Gelson Merisio (PSB) foi oficialmente confirmado como candidato ao Governo de Santa Catarina na noite de terça-feira, 21, em Florianópolis. Os sete partidos que compõem a chapa do Campo Democrático realizaram suas convenções partidárias em um evento na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Esta é a maior união de partidos progressistas já formada em uma eleição estadual no estado.
Angela Albino (PDT) foi confirmada como candidata ao cargo de vice-governadora. Para o Senado, Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL) completam a chapa majoritária. Elaine Huber (PDT) e Fernanda Klitzke (PT) serão as suplentes de Décio Lima. Já Luci Choinacki (PT) e Aparecida da Silva (PT) serão as suplentes de Afrânio Boppré.
O evento contou com a presença de milhares de militantes e simpatizantes, que lotaram três plenários da Alesc. Os candidatos e candidatas aos cargos de deputado estadual e federal também estiveram presentes. Edinho Silva, presidente nacional do PT, e Paula Coradi, presidenta nacional do PSOL, participaram do evento e discursaram, destacando a importância da união do Campo Democrático em Santa Catarina para a reeleição do presidente Lula já no primeiro turno.
Durante o discurso de homologação da chapa, Gelson Merisio falou sobre o desafio de liderar o Campo Democrático no estado:
“Precisamos recuperar Santa Catarina das garras dos extremistas, recuperar os bons indicadores, pois hoje o que temos é um estado que vive de propaganda, enquanto a nossa educação e a nossa saúde apresentam números vergonhosos. Temos um dos piores salários para professores do país, menos policiais nas ruas do que tínhamos há dez anos e uma taxa de feminicídio com números alarmantes. Outro desafio é recuperar a nossa imagem, que hoje não reflete a verdade do nosso povo. Somos honestos, trabalhadores e sabemos receber as pessoas, mas o discurso de ódio da extrema direita catarinense cria essa imagem que nos envergonha e que precisamos mudar.
Angela Albino lembrou da luta das mulheres que ajudou a tornar Santa Catarina um estado forte:
“Essa candidatura pertence também às mulheres que abriram caminhos quando não podiam nem mesmo escolher os próprios destinos. Àquelas que enfrentaram preconceito para trabalhar, votar, estudar e assumir papéis de liderança “.





